O nosso Testemunho, por Flora e António Pascoal de Carvalho

O sonho que habitava em nós há muitos anos, concretizou-se agora com a visita aos Lugares Santos que Jesus percorreu na Sua Terra.
Foram momentos marcantes que, robustecendo a nossa fé, nos enchem de satisfação e muita alegria pois, a partir de agora, sentimos que a leitura dos Evangelhos fica muito mais enriquecida com a visualização dos lugares que visitámos.
Tal enriquecimento foi, em muito, acrescido pela palavra a que já nos habituou o Padre Carlos Carneiro que, com a sua natural fluência deu à Peregrinação, tanto nas celebrações eucarísticas como em outros actos de oração e aprofundamento da fé, uma elevação espiritual merecedora da nossa maior gratidão. Que Deus o recompense Padre Carlos.

Como foi bom visitar o lugar onde Jesus nasceu e viveu, os lugares à volta do Lago Tiberíades/Mar da Galileia onde passou grande parte da Sua vida pública, para descer depois até Jerusalém, essa cidade sagrada, mítica e mística, tão desejada por todos, onde se entregou à morte na Cruz, num acto de total aceitação e de puro amor por nós, para nos salvar, e não como ainda erroneamente se pensa que foi para satisfazer a justiça de Deus-Pai (vd. “Alegria de Crer e de Viver”, de François Varillon, S.J.- Editorial A.O. – Braga, fls 88 a 130).

Claro que num outro contexto, não podemos deixar de manifestar o profundo choque e enorme tristeza que nos causou o muro que rodeia a cidade de Belém, berço da cristandade, que os homens “erradamente” levantaram, pois melhor seria que tivessem construído pontes de diálogo, de humildade e compreensão, cumprindo assim o Mandamento Novo que Jesus nos deixou.
Tristeza que só a esperança cristã pode suavizar, quando vemos povos de três religiões que, adorando o mesmo Deus, dão ao mundo um testemunho tão negativo e contrário a esse mesmo mandamento que nos aponta o dever de nos amarmos uns aos outros como Jesus nos amou.

Por fim, gostaríamos de terminar este nosso testemunho com mais duas referências:
A primeira vai para o grupo de 60 pessoas em que tão bem nos integrámos, onde o relacionamento fácil e afável entre todos foi evidente, para além do acolhimento muito especial dos elementos mais jovens em que a natural demonstração dos valores que partilham com tanta alegria deram ao grupo aquele toque de juventude que muito ajudou. Olá juventude. Bem hajam!

A segunda referência vai para a organização impecável da peregrinação, em que não podemos deixar de enaltecer as qualidades de liderança da Leninha, sempre atenta aos mais pequenos pormenores, preocupada em, perante as dificuldades surgidas, escolher com serenidade as alternativas que melhor pudessem servir o espírito da peregrinação. Sempre gentil e cheia de energia, mesmo quando o cansaço era evidente, nunca a alegria faltou nem deixou de nos ser transmitida através da sua viola e dos seus cânticos (basta lembrar o 1.º ensaio do “Dona Nobis Pacem”). É que, liderar um grupo de 60 pessoas de modo tão eficiente como o fez não é tarefa fácil! Por isso lhe manifestamos mais uma vez o nosso reconhecimento.

Coimbra, 28 de Fevereiro 2015

Flora Maria e António

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