Diu, por Isabel Cabral

O dia começou com uma visita ao Forte de Diu, uma fortaleza construída pelos Portugueses, para defesa dos seus territórios. Deslumbrante a vista, os sinais da passagem dos Portugueses, tais como inscrições nas paredes, símbolos Portugueses, etc.

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O calor era muito e acumulavam-se os visitantes de origem Indiana, quase só do sexo masculino, que mais se admiravam com a nossa presença do que com a fortaleza. Assim, as fotografias viravam-se para nós…quase que suplicaram que nos juntássemos a eles para tirar a foto. Entretanto pareceu-nos viverem ali alguns nativos com características especiais, muito lindas mulheres magras, vestidas dos pés à cabeça com cores coloridas, homens marcados pelo sol, geralmente com grandes bigodes, alguns com turbante.

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Após admirarmos a vista deslumbrante do forte e subirmos os vários patamares debaixo de um sol escaldante, fomos visitar várias Igrejas. São Tomás, com um museu, e São Paulo. Passámos também na de São Francisco de Assis, que se encontrava fechada. 

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Seguiu-se o momento lúdico do dia. Dirigimo-nos à praia de Gogola e eis que nos é proporcionado aquilo que faltava: que tal um passeio de balão, guiados ou puxado por um jipe? Só para os mais novos… muito arriscado, sobe-se muito, diziam outros! Pois é, foi para todas as idades. É verdade, começaram os mais novos. Mas depois ninguém resistiu! Claro, eu fui a última, a rigor, deu direito a filme. Mas quando de repente me içam lá para o alto, os berros foram mais que muitos! As pernas tesas, o vento a fazer vibrar a cadeira de lona. Mas nunca mais acaba! Lembrei-me de olhar para os arrozais à direita. Sensação única, um fogo a subir pela barriga acima.

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Passámos para um almoço à beira-mar, repetido do dia anterior – gostámos tanto! – com um peixe grelhado fresquíssimo e depois uns nans tão saborosos, de alho, queijo, etc. e os mais variados pratos indianos, não esquecendo um molho de caju, simplesmente maravilhoso. No fim, não chegou a 5 euros (450 rupias com gorjeta)!

A seguir ao almoço, cada um seguiu para a sua vida, sobretudo os que não tinham malas, foram à compras. Eu e outras viemos à praia de Nagoa, frente ao hotel onde estávamos. Que estranho, ninguém estava em fato-de-banho. Viam-se grupos de jovens, muitos rapazes e raparigas, com – parecia-nos – monitores, a tomarem banho no mar da Arábia morno, com a areia muito fina e meia escura nos vestidos. Não, ali não era possível pôr o fato-de-banho, percebemos logo! Passámos e fomos para a piscina do hotel.

Daqui seguiu-se o momento alto do dia: a celebração da missa – “trilingue”. Os cânticos eram assegurados por uma senhora, em Português, assim como as leituras. Os dois padres presentes não falavam Português (rodam de dois em dois anos, contaram-nos!). Uma emoção única, como se mantém a Missa em Português!

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No fim, os nossos dois orientadores – a organizadora da viagem e o nosso entusiasta historiador, presentearam-nos com várias canções de arrepiar qualquer um, com destaque para a Avé Maria do Frei Hermano da Câmara. O pior foi que, durante a missa, após tanta emoção e desgaste de energia, se não fosse agarrada pela colega ao lado, tombava para o chão vencida pelo sono!

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