“Nem só de pão vive o Homem”, por Tiago Marques

No fim deste terceiro dia de peregrinação, já chegados a Jerusalém, uma certeza (que é também segurança) se renova no meu coração: Jesus nunca me exigirá mais do que aquilo que eu posso dar. Não o fez com Pedro, também não nos pedirá a nós aquilo de que não somos capazes. Ali naquele lugar onde Pedro, puxado por Jesus, se confronta com as suas fragilidades, também eu pude compreender que as minhas me fazem ser um fiel AMIGO de Jesus, mas nem sempre capaz de o AMAR verdadeiramente.

A emoção e a intensidade da experi~encia de local, de chão, de atmosfera partilhada com este Jesus amigo, são uma absoluta e transformaodra novidade. Não pela beleza estética dos lugares, que nem sempre são os mais harmoniosos, mas pela capacidade de nos falarem directamente ao coração, desinstalando-nos, desconfortando-nos, ENVIANDO-NOS.

Sim, meu Amigo, eu apascentarei as Tuas ovelhas. Sim, eu Te seguirei e trabalharei para melhor cuidar a nossa relação. Como poderia não o fazer quando Te dás a (re)conhecer desta forma tão profunda e tão íntima? Obrigado.

Aqui os apelos de Jesus, porque melhor percebidos, reforçam-se e multiplicam-se. Como os pães, que também a nós nos alimentaram num testemunho sentido no espaço – esse sim, imensamente belo. “Nem só de pão vive o Homem”, é certo, mas aquele lugar (no qual celebrámos) é inesquecível. A Promessa e Santidade nesta terra encerrados, fazem dela terra de infinitos contrastes: geográficos, políticos, sociais, económicos. Na sua desértica condição, que hoje também se nos mostrou em toda a sua aridez dominante, põe a nu a imensa fragilidade dos homens que nela habitam e habitaram. Aqui, aos pés daquele monte que foi de tentações para Jesus, e face a face com todas as vulnerabilidades humanas que também Ele experienciou, eu sinto-me identificado, compreendido e amado. Pronto a levar a Sua bandeira. Iluminado.

Chegados a Jerusalém, a peregrinação ainda não vai a meio. Sinto este tanto que Ele fez crescer em mim, mas pressinto que muito mais está ainda por descobrir.

Feliz (embora cansado) e expectante, agradeço(-Lhe).

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“Nem só de pão vive o Homem”, por Tiago Marques

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